Sementes de Mundo

fotografia
pigmento mineral sobre papel de algodão
29,7 cm x 42 cm (sem tiragem)
São Paulo, Brasil
2021

[exposição]
Vitrine @7paisagens, Galeria das Artes, São Paulo, SP.
2021

 

 

Durante a pandemia no ano de 2021, em um tipo de ritual de conexão, fiz sementes de argila enquanto pensava o que deixava morrer e o que queria levar adiante e compartilhar com as pessoas. Protegi e acolhi esses desejos no meu ventre, juntando forças para um renascimento próximo e possível. Nesse movimento de conexão trouxe para perto de mim todas as mulheres que vieram antes de mim, as que estão próximas e são a minha rede e me conectei com todas as que virão. SEMENTES DE MUNDO foi um gesto poético concretizado em uma fotografia; que virou lambe lambe e está no mundo; também desdobrou-se em uma performance e um convite a conexão, onde proponho a feitura coletiva de bombas de sementes para germinarem por ai.

Primeira Casa

Fotografia
pigmento mineral sobre papel de algodão
100 x 100cm
São Paulo, Brasil
2019

[exposição]
uma mulher por metro quadrado
vários instituições e espaços de arte*
São Paulo, Brasil
2019/2020

Carregamos dentro de nós muitas mulheres que nos ensinaram a crescer. E esse trabalho é  uma homenagem a essa bagagem feminina, ao inventário de instantes e de histórias compartilhadas que levamos conosco como se fossem nossas próprias histórias.

Primeira casa” é um retrato que fala de ancestralidade; de um vínculo delicado e sutil entre as mulheres de uma família: avó, mãe e neta em uma dinâmica de matrioska. A história da minha avó reverbera no meu corpo, como uma herança transmitida entre gerações.

 

*Presente nas exposições:
uma mulher por metro quadrado, março 2019 – Espaço Ophicina, São Paulo, SP.
uma mulher por metro quadrado, julho 2019 – Indigo Galeria, Bragança Paulista, SP.
uma mulher por metro quadrado, agosto 2019 – Pinacoteca Municipal de Sorocaba, Sorocaba, SP.
uma mulher por metro quadrado, novembro 2019 – Centro Municipal de Educação Adamastor, Guarulhos, SP.
uma mulher por metro quadrado, março 2020 – Casa de Vidro / Museu da Cidade, Campinas, SP.

Desterro

película positiva em monóculos

[exposição]
sou uma mulher de tijolos a vista
Condomínio Cultural
São Paulo, Brasil
2015

Isso é o som antes da voz quando o ar é pesado.

Existem memórias que gostaríamos de perder: 6:45am, desterro que escorre pelos poros. Me dói a ideia e o coração. Certas coisas nos pertencem para além da memória e com um pouco de tempo – e compressas frias, é claro – se tornam carne.

Não é uma dor solúvel em água.
É o perigoso encadeamento das coisas.